Agências de Emprego / Desemprego:
Antes de entrar nos aspecto que interessam, vou falar um pouco de mim. Pois bem sou gaúcho de nascimento, vim para São Paulo, mais especificamente para a região de Campinas, trabalhar e estudar. Pois bem, minha formação profissional começa como balconista de lanchonete universitária, onde trabalhei em diversas funções, servindo cafezinho, chapa de lanches, servindo salgados, fritando pastéis, fazendo molhos de cachorro quente, de caixa, e de compras, pois a lista de compras sempre era feita ao final do expediente. Após essa experiência, fui contratado como Office boy, de uma importadora de Motor Peças. Onde comecei como Office Boy, e depois fui registrado como Auxiliar de Escritório, nessa empresa aprendi, a fazer faturamento, a função de cobrança, de estoque, de contas a pagar e a receber, sem falar em conciliação bancária. Depois disso fui contratado por uma empresa de desenvolvimento de softwares específicos para área Médica (Hospitais, Clínicas, laboratórios e eventualmente empresas). Para quem não sabe nada de programação e criação dessa área, vou explicar o que é necessário: em primeiro lugar, você precisa ir ao local da implantação do sistema, e ver e entender como funcionam as diversas áreas da empresa, como faturamento, controle de estoque, recepções, agendamentos, etc. Esse foi meu grande curso profissionalizante, onde apenas de ver o funcionamento me torna apto a fazer funcionar, para quem já me perguntou: “Quais cursos o Sr. possuí? Espero que eu tenha respondido a pergunta definitivamente. Depois quando estava perto de sair, eu era responsável pela parte de visitas técnicas e pesquisa de satisfação. Já em São Paulo, já fui merendeiro de uma escola em Hortolândia, de um Hospital como Auxiliar Administrativo, onde cuidava de arquivos de laudos e imagens. Depois trabalhei em Telemarketing pela Atento, e recentemente em uma empresa de recargas de tonner´s e cartuchos, onde pelo serviço tive a função de Assistente Administrativo, foi sem registro? Sim foi, mas quem não pode escolher, tem mais que se sujeitar não é?
Estou desempregado desde 15/02/2011, e em minhas andanças por emprego obtive inúmeras experiências que se pode dizer que foram desencadeadas por qualquer coisa, menos por algo que no momento se denomina: “Agências de RH (Recursos Humanos)”. Sim, por são qualquer coisa, também, menos humanos.
As Experiências:
1 – Em setembro último, fui dar uma geral nas agências de emprego da região, e qual não foi minha surpresa com o atendimento. Falta de respeito, má educação, entre outros. Na primeira agência a mocinha da recepção, sem nem levantar a cabeça, me pede pra colocar no meu currículo meu peso e altura, assim como, meu CPF, último salário e pretensão salarial e quando a admoestei por não possuir caneta, ela me finalmente levanta a cabeça, faz cara de irritação e me joga um lápis já no “cotoco”, todo mordido e ainda úmido pela última refeição que serviu, mas preenchi o que foi solicitado a contragosto. Quando saí de lá, fiquei me perguntando o que seria do meu currículo, se ia ser jogado no lixo assim que virasse as costas, se serviria de rascunho pra mesma mocinha muito “educada”, ou se viraria papel higiênico, sim por que não dá pra duvidar de mais nada nesta vida.
2 – Ainda em setembro recebi uma ligação de uma selecionadora da cidade de Hortolândia, o que me deixou por poucos minutos Feliz, mas no decorrer da conversa, comecei a perceber que de nada vale você ter excelentes conhecimentos, pegar rápido algo que se precise aprender, ou ter excelentes cursos profissionalizantes, o que nunca precisei, mas que para algumas pessoas parece ser simplesmente o fim. Essa senhora começou a conversa perguntando se meu nome era mesmo aquele especificado no currículo, e quando confirmei, começou a dizer que: Fiquei morrendo de pena de você Sr., pois trabalho em Recursos humanos a 15 anos, e tenho um sobrinho meu que veio da Bahia, e que também não tinha um nome comum. Pois bem ele ficou aqui na região por 5 anos e nunca conseguiu emprego, teve que voltar para Bahia desmoralizado, de cabeça baixa, simplesmente por que nas atuais agências de emprego, só tem menininha, meninas esnobes recém saídas de cursos de Psicologia duvidosos, de narizinhos em pé, essas menininhas até chamam para entrevista, mas já de sacanagem, pois querem ver quem é o Zé Mané que tem esse nome tão deselegante.
Essas palavras são todas dessa Sra., imaginem como fiquei quando desliguei o telefone? Arrasado é apelido.
3 – No início desse mês de outubro, tive uma entrevista em uma empresa de ônibus de linha para outras cidades. A entrevista foi cansativa, o exame psicotécnico apenas, possuía 22 páginas. Mas fui e me saí bem, até chegar a hora de conversar com a psicóloga. Sim até esse momento, por que a “Senhora Psicóloga” no decorrer da entrevista, apenas nesse momento, me informou que a vaga não tinha horário fixo estabelecido, e que por isso, o candidato: Eu, não poderia fazer viagens a passeio em finais de semana, não poderia estudar, que esse mesmo candidato saindo do serviço no final do expediente poderia ser requisitado para outros horários... Gente isso não lembra escravidão? Pois é . . .
4 – Ainda tive outra entrevista por uma empresa que representa a “TIM”, onde da recepção onde aguardava para entrevista, pude ouvir o suposto entrevistador gritar para a funcionária: “Vamos ver a cara deste Sr. Zé Mané, se referindo ao meu nome nada comum.
A vida é complicada pra caramba, trabalhando e cuidando de nossa vida.... Imaginem você ver suas contas acumulando e escutar esse tipo de bobagem, por gente que se acha muito esperta, mas que na verdade é mal amada, recalcada, desonesto, vendedores de si mesmos e de personalidade fútil. Bem continuo desempregado, mas esse será meu espaço de desabafo, desculpas a todos.